Os candidatos do Movimento Juntos Pelo Povo (JPP) às Eleições Legislativas de 2015 reuniram, esta quinta-feira, 10 de setembro, com o presidente do Conselho Diretivo da Segurança Social, para abordar alguns temas fundamentais, que hoje engrossam as complexas situações da Segurança Social.
“O envelhecimento da população e as elevadas taxas de emigração (jovem) fragilizam o apoio prestado à pessoa idosa. Obrigam também a um repensar de estratégias de âmbito comunitário, que exigem um reforço de quadros profissionais, até à data, não concretizado”, começou por salientar Lina Pereira.
Segundo a candidata do JPP, “o aumento da pobreza e das desigualdades sociais, afeta, particularmente, trabalhadores com contratos de trabalho precários e os idosos. Este ano, cerca de 56 mil idosos viram o seu rendimento anual diminuir, ao ser redefinido o patamar de acesso ao CSI (Complemento Solidário para Idosos). Ou seja, por receberem mensalmente mais de 409.08 € são prejudicados.”
A situação das CPCJ – Comissões de Proteção de Crianças e Jovens – também foi abordada nesta reunião, pois “a falta de profissionais é cada vez maior nestas instituições, o que coloca em causa toda a intervenção desenvolvida com as crianças e famílias”.
Por fim, o desemprego, como uma das “calamidades sociais” deste século, foi discutido, com a preocupação de perceber que mecanismos de proteção social estão a ser criados ou, pelo menos, perspetivados. “Temos cerca de 60% da população desempregada sem qualquer tipo de rendimento. Atente-se que desta, quase 50% é população jovem”, salientou Lina Pereira.
Perante tudo isto, o JPP reivindica “uma mudança de postura na forma de Fazer Política: a orientação tem de ser para a Pessoa, de forma Humanizada. Tem de haver alteração às condições de atribuição do CSI, impedindo que situações de injustiça continuem a se verificar”.
Lina Pereira adiantou ainda que “o combate ao desemprego, na perspetiva do JPP, deve ser orientado para a efetiva promoção do emprego.” A candidata sublinha que “as condições dos chamados recibos verdes não podem permanecer: tem de haver uma revisão ao regime de contribuições destes trabalhadores, tornando-se justo e equitativo”.

Sem comentários:
Enviar um comentário